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A morte da cantora Amy Winehouse gerou impactos na sociedade. Mesmo quem alegava não conhecer a artista, não pode continuar a afirmar a mesma coisa depois da enxurrada de notícias da cobertura do falecimento e enterro da cantora. As lojas também não ficaram indiferentes: viram a venda dos álbuns aumentar após o desaparecimento da diva.

Na França o disco “Back To Black” que estava em 121º lugar subiu 106 lugares e hoje é o 15º mais vendido do país além de ser o primeiro em downloads legais. “Frank” está em 12º. Mas quem foram os cantores franceses que foram fenômenos de vendas após a morte?

Claude François

 Em 1968 Claude François escreveu com o amigo Jacques Revaux “Comme d’Habitude“, um sucesso nos países francófonos. A canção inspirada no rompimento com a namorada France Gall foi um êxito que se repetiu também nos países anglófonos quando Paul Anka adaptou a canção para o inglês com o nome de “My Way”. Todos pensavam que ele seria apenas mais um sucesso passageiro, mas Claude não viveu o suficiente para ver a suposta decadência devido a morte precoce e inesperada em 1978. O acidente surpreendeu os fãs que correram para as lojas para ter uma última relíquia do ídolo, isso sem falar das reedições de álbuns que vieram depois como o disco de reprises “Autrement dit” de 2008. Contabilizando o artista teve aproximadamente 70 milhões de álbuns vendidos, metade após a morte.

Serge Gainsbourg

Todo mundo sabe, como Jimi Hendrix e Elvis Presley, os álbuns de Serge Gainsbourg também venderam mais depois que ele morreu. Autor, compositor, intérprete, ator e cineasta, Gainsbourg era um artista completo. Além das inúmeras biografias, uma parte da vida polêmica do artista foi retratada no filme “Gainsbourg, Vie Héroïque”, que no Brasil ganhou o nome de “Gainsbourg, o homem que amava as mulheres”. Às vésperas do aniversário de vinte anos de morte do intérprete, comemorado em março de 2011, as vendas de reedições dos seus álbuns aumentaram em 30%.

Grégory Lémarchal

O jovem cantor Grégory Lémarchal estava noivo e feliz com o sucesso quando morreu com apenas 24 anos da doença que lhe perseguiu desde os 20 meses de idade: a muscovicidose (fibrose cística). O desaparecimento precoce de um talento promissor comoveu o público que saiu em polvorosa para comprar os singles e álbuns lançados para homenagear o artista. Mesmo que parte do dinheiro arrecadado seja destinado a entidades dedicadas a pesquisa da cura da doença, há quem diga que ele só foi contratado porque a gravadora já previa o fenômeno que sucederia à morte dele.

Fonte: Amusicafrancofona