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Dia 14 desse mês saiu Blonde, o novo álbum de Coeur de Pirate.

Em 2008 a cantora quebequense Béatrice Martin apresentou o álbum “Coeur de Pirate”, nome do seu projeto solo e o que melhor representava o estado de espírito da autora no momento em que foi escrito. “Ele tem uma conotação tão vingativa que eu não quis batizá-lo com o meu verdadeiro nome”, revelou ao portal  Charts in France.

Do repertório, a canção “Comme des Enfants” caiu logo no gosto das rádios e atravessou as fronteiras chegando à França, onde foi um dos  sucessos do verão no país. No Canadá, Béatrice foi coroada com o “Félix” de Artista Revelação, desbancando a favoritíssima Marie-Pierre Arthur, e na França foi indicada  para várias premiações, vencendo no “Victoires de la Musique” na categoria de Canção do Ano. E a artista que começou a compor casualmente, após uma ruptura com o namorado da época, chegou aos Estados Unidos, onde o álbum foi resenhado por ninguém menos que Perez Hilton, o blogueiro das estrelas.   

Assim, foi com impaciência que os fãs aguardaram o lançamento mundial de “Blonde”, o segundo opus, apresentado oficialmente nesta segunda-feira, 14 de novembro – no Canadá foi lançado há uma semana. Introduzido pelo single “Adieu”, o disco marca uma mudança artística  na trajetória da cantora como ela já tinha sinalizado em 2009, ano em que parte do repertório já estava pronto porque a intérprete  compõe todos os dias.  “Lève les voiles”, a primeira canção do disco faz referência a mudanças quando diz: “Lève les voiles, ô voilier blanc/ Mais lève au vent qui tourne/Lève les voiles sur d’autres chemins/ Rêvant de voir la fin”.  Na segunda canção “Adieu”, que foi registrada com um clipe, ela fala de rompimento. “Mais dis moi adieu demain/ Mais dis moi adieu en chemin/Va voir les autres, je n’en pense rien/Je t’ai aimé et je t’assure que c’est la fin”.

Uma outra marca registrada de “Blonde” é a influência sessentista que marca as canções seguintes, “Danse et danse”, “Golden Baby, “Verseau” e “Ava”, música em que a artista flerta com o estilo  do Ritchie Valens. Em “Loin d’Ici” e “Saint-Laurent” a cantora retorna ao folk do primeiro trabalho. Na primeira canção tem  um duo com o cantor canadense Sam Roberts, enquanto na segunda tem uma batida à “Cocoon”, dupla de quem ela se considera fã.

“Les amours Dévouées” é um amálgama de estilos e tem um quê boêmio dos cabarés dos anos 50. “Place de la Republique” e “Cap Diamant” tem um lirismo que a caracterizaram no início na carreira, em que a primeira é uma longa e belíssima declaração de amor. O disco termina com uma referência à morte em “La petite mort”. Na música a intérprete deixa o piano de lado para narrar a última confissão de uma jovem antes de partir. “Hôtel amour” é uma faixa bônus.

O que se pode concluir deste novo projeto é que nele a artista decidiu enveredar por outros estilos e fazer novas escolhas artísticas. Blonde tem a mesma fórmula responsável pelo sucesso do primeiro trabalho só que com uma pitada de rock  clássico.

O álbum pode ser ouvido em: http://grooveshark.com/#/album/Blonde/7201260

Fonte: Amusicafrancofona

Faça o download do álbum aqui ou aqui. 87.94MB (320 kbps)