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Cineasta francês Claude Chabrol posa para foto em Paris (Martin Bureau - 2.fev.09/France Presse)

A Coleção Folha Cine Europeu lança neste domingo o filme do diretor francês Claude Chabrol (1930-2010). Junto ao DVD, um livro traz imagens e informações sobre Chabrol e sua vasta obra.

Uma das preciosidades da cultura ocidental, o romance “Madame Bovary”, de Gustave Flaubert, ganhou releitura em 1991 por outro artista de mesma envergadura do escritor francês, o diretor Claude Chabrol.

“Madame Bovary” é um típico filme de Chabrol, cujos mais de 70 trabalhos de direção sempre olharam afiadamente para o ser humano.

Isabelle Huppert faz o papel da romântica e entediada Emma, que se casa com um correto médico, Charles Bovary (Jean-François Balmer). Abatida pelo vazio, ela acaba buscando sentido na vida em aventuras românticas. Isso lhe será uma ruína moral.

Chabrol mantém-se fiel ao texto de Flaubert. Isso, inclusive, reforçou a mordacidade com a qual o filme comenta a burguesia, a vida campesina e os mais absurdos impulsos que movem todos os seres.

Um dos mais produtivos cineastas da nouvelle vague, Chabrol já havia rodado preciosidades como “Os Primos” (1959), “As Corsas” (1968) e “O Açougueiro” (1970) quando lançou “Madame Bovary”.

Seus libertários e críticos filmes eram a efetivação das premissas cinéfilas lançadas por ele e seus colegas da revista “Cahiers du Cinéma”. Parte do melodrama ao suspense e policial para desnudar os personagens sem uma psicologização simplista. O que está em jogo em Chabrol, sempre, é a ironia, o humor, a violência e a clareza crua da enunciação.